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por Izabela Souza*

Eu queria dizer todas as coisas que sinto.
Queria compartilhá-las, as boas e as ruins.
As que me tornam a pessoa que sou e as que podem mudar quem eu sou.

Eu queria dizer todos os meus pensamentos.
Num combo, um combo de “oi, esta sou eu”.
Ainda que meus pensamentos não sejam sempre o que eu espero de mim.

Mas eu não posso dizer nada.
Nem o que sinto, nem o que penso.
Porque nada define tudo o que tem se passado dentro de mim.

É uma intensidade de sentimentos, um volume incrível de emoções.
Esgotou-se a capacidade do sentir.
E, agora, eu te daria tudo que eu sou, se eu fosse alguma coisa.

E eu escrevi isso porque não posso dizer o que não sinto.

Não sinto.
Sinto nada e muito.

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*Izabela Souza tem formação em Letras e Jornalismo, mas nem liga pra isso. O negócio mesmo é comer “paçoquita”, causar e ser uma agente de transformações sociais por aí. Não há nada que não possamos fazer, certo? Iza escreve quinzenalmente às quartas.

 

[…]

por Izabela Souza

Será que somos vítimas das nossas mentes?
Pensamentos que temos, criamos e alimentamos.
Todos os dias. A nossa mente.
Inspirando sentimentos, alucinações, variações de uma ou a possível realidade.

Você já se perguntou se está ficando louca?
Você já se pegou pensando algo socialmente inaceitável?
Como um depressivo pensando em suicídio
Mesmo que nunca nos joguemos do prédio, na linha de trem, na Fernão Dias.

E se somos a nossa mente, isso não nos faz opressor e oprimido?
Qual é a nossa relação com a nossa mente?
Não tenho respostas, mal tenho questões.
Por dentro é tudo silencioso, como a sociedade não aceita.