repuna

por Elle*

A impunidade
Assombra enquanto
A justiça parece
“Cega” e desconexa

Juiz não é Deus
E isso é uma afirmação
Mas cabe a ele julgar
Todos na função

À sombra está
Cada sentença dada
Com ilegitimidade
E sem punição

A guerra dos egos
Se instalou no congresso
Tomou o tribunal
E o que se vê no jornal
É um triste final

Afinal, o constrangimento
Causado por macho nojento
Foi julgado sem cabimento
Como não violento

Como não violento?
Que tipo de tormento é necessário
Para que honrem
A fortuna que são seus salários?

A caminho do trabalho
Sem fortunas de salário
No transporte público falho
Imagino como seria

Ter suco do caralho
Jorrado em meu pescoço
Gozo que desce viscoso
E o constrangimento pior que um soco

E a Vossa Excelência
Fica a lição
Na quarta o liberou
No sábado ele repetiu

Quantas mulheres serão atacadas
Quantas mulheres serão violentadas
Quantas morrerão
Até que se tome uma providência, hein, Senhor Eugênio?

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A vida chegou sem massagem.
Tudo que *Elle quer é embarcar em mais uma viagem.
Da cabeça desgraçada tenta tirar seu rumo.
Tem larica de arte.
Elle escreve quinzenalmente às quartas.

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